|

ABOUT        CONTACTS        HOME          




 EXPOSIÇÃO // CONVERSAS // APRESENTAÇÃO DE LIVROEXHIBITION // TALKS // BOOK PRESENTATION 



 So Glad We Almost
Made It

Universidade Lusofona Lisboa



Há uma ideia recorrente nos road movies: o que verdadeiramente importa nunca é o destino, mas tudo o que acontece antes de lá chegar.
Os desvios, os encontros, os imprevistos e as mudanças de direção acabam por
transformar a própria viagem.

O mesmo acontece com um projeto autoral.
Raramente uma obra nasce de uma ideia completamente definida; é durante o processo que surgem as questões, que os temas se consolidam e que a linguagem fotográfica encontra a sua própria forma.
Os projetos reunidos nesta exposição são o resultado de um ano de investigação e experimentação.
Neste processo, cada estudante definiu o seu próprio campo de trabalho, abordando questões que, apesar da sua diversidade, convergem em torno da memória, da identidade, do território e da capacidade da fotografia para construir narrativas.


There's a recurring idea in road movies: what truly matters is never the destination, but everything that happens before getting there.
The detours, the encounters, the unexpected events and the changes of direction end up
transforming the journey itself.

The same happens with an authorial project.
Rarely does a work originate from a completely defined idea; it is during the process that questions arise, that themes consolidate, and that the photographic language finds its own form.
The projects gathered in this exhibition are the result of a year of research and experimentation.
In this process, each student defined their own field of work, approaching issues that, despite their diversity, converge around memory, identity, territory, and the capacity of photography to construct narratives.




ESTUDANTESSTUDENTS


Lúcia Pereira

Guilherme Caldeira Campos

Rage Luz

Martina Stoltenborg

João Tavares

Bernardo Rosa
   
Sofia Valventos

Beatriz Vicente

 


PROFESSORESPROFESSORS

Orlando Franco

João Paulo Serafim 








No trabalho de Lúcia Pereira, a perda e a herança familiar tornam-se o ponto de partida para uma reflexão sobre identidade e pertença a partir da experiência do luto.
A experiência do deslocamento é também um eixo comum a vários projetos.
No trabalho de Guilherme Caldeira Campos, a fotografia acompanha o quotidiano de um jovem que, por razões familiares, divide a sua vida entre duas casas.
Em Rage Luz, a migração e o consequente afastamento dão origem a imagens em que o lugar é continuamente atravessado pelo desenraizamento e pelo deslocamento.
Martina Stoltenborg estabelece uma nova relação com a memória dos avós a partir da
descoberta de um álbum fotográfico íntimo.
Na atenção que dedicaram à estética e à linguagem fotográfica, reconhece uma afinidade inesperada, transformando este arquivo numa herança e numa nova forma de ligação.
Noutro trabalho, João Tavares explora a fotografia como construção ficcional da identidade e do autorretrato.   As imagens sugerem acontecimentos sem os explicar, convidando o espectador a completar e prolongar a narrativa. O projeto de Bernardo Rosa explora a relação entre imagem e som numa abordagem à abstração. A partir de um laboratório construído por si, onde dispositivos óticos se cruzam com a manipulação de sons de guitarra, procura estabelecer relações de ritmo e correspondências entre diferentes meios. O território assume também um lugar central em dois dos projetos apresentados.
Sofia Valventos aproxima-se da comunidade de uma universidade sénior, procurando compreender os gestos de resistência, convivência e continuidade que persistem perante a mudança.
Beatriz Vicente, pelo contrário, dirige o seu olhar para espaços marcados pela ausência.
Os vestígios da ação humana permanecem nas paisagens, nos objetos e na arquitetura, revelando uma transformação lenta em que o tempo e a entropia se tornam visíveis.
Se num caso encontramos a permanência das pessoas, no outro encontramos o que resta delas.

O título da exposição, SO GLAD WE ALMOST MADE IT, pode ser entendido como uma referência ao próprio momento em que estas obras se encontram.
Mais do que projetos concluídos, apontam para caminhos em construção. Neles existe a consciência de que a prática artística não é feita de respostas definitivas, mas da capacidade de permanecer em movimento, aceitando que, por vezes, é precisamente no quase que se torna possível descobrir um caminho.
In Lúcia Pereira's work, loss and family inheritance become the starting point for a reflection on identity and belonging from the experience of grief.
The experience of displacement is also a common axis in several projects.
In Guilherme Caldeira Campos's work, photography follows the daily life of a young man who, for family reasons, divides his life between two houses.
In Rage Luz, migration and the consequent distance give rise to images where theplace is continuously traversed by uprooting and displacement.
Martina Stoltenborg establishes a new relationship with the memory of her grandparents from the
discovery of an intimate photographic album.
In the attention they dedicated to aesthetics and photographic language, she recognizes an unexpected affinity, transforming this archive into an inheritance and a new form of connection.
In another work, João Tavares explores photography as a fictional construction of identity and self-portraiture.   The images suggest events without explaining them, inviting the viewer to complete and prolong the narrative. Bernardo Rosa's project explores the relationship between image and sound in an approach to abstraction. From a laboratory he built himself, where optical devices intersect with the manipulation of guitar sounds, he seeks to establish relationships of rhythm and correspondences between different media. Territory also assumes a central place in two of the presented projects.
Sofia Valventos approaches the community of a senior university, seeking to understand the gestures of resistance, coexistence, and continuity that persist in the face of change.
Beatriz Vicente, on the contrary, directs her gaze towards spaces marked by absence.
The traces of human action remain in the landscapes, objects, and architecture, revealing a slow transformation where time and entropy become visible.
If in one case we find the permanence of people, in the other we find what remains of them.

The exhibition title,THEN GLAD WE ALMOST MADE IT, can be understood as a reference to the very moment in which these works are found.
More than completed projects, they point to paths under construction. In them there is an awareness that artistic practice is not made of definitive answers, but of the ability to remain in motion, accepting that, sometimes, it is precisely in the almost that it becomes possible to discover a path.


Orlando Franco
João Paulo Serafim






































 Procur.arte   
R. Neves Ferreira 8B, 1170-274 Lisboa


© 2026     All Rights Reseved