EXPOSIÇÃO // CONVERSASEXHIBITION // TALKS
KOLLETTIV[o]*
KOLLETTIV[o]* é um projeto contínuo de investigação em torno da fotografia analógica.
Estruturado sob a forma de uma rede solta, o projeto pretende dar forma a uma prática coletiva que viaja entre lugares, funcionando como um círculo sem centro fixo. É uma colaboração que se desenvolve num processo contínuo de produção, aprendizagem mútua e reflexão.
O projeto nasce da necessidade de um espaço físico para fazer, experimentar e falhar, encontrando o desejo de ligação e de resistência ao isolamento e ao distanciamento. Esta prática toma forma como uma tentativa de imaginar modos colaborativos de produção e de cuidado, como resposta à necessidade de abrandar o ritmo acelerado do digital. Para o coletivo, meio e método tornam-se um todo, uma vez que a prática analógica não é apenas uma técnica, mas uma forma de trabalhar que molda o seu ritmo.
A participação muda ao longo do tempo, e o objetivo do KOLLETTIV[o]* é manter-se informal, sem assumir uma composição fixa nem uma estrutura rígida.
Assente em intersecções entre pessoas e lugares e espalhado por vários países, o coletivo constitui uma experiência de trabalho à distância, numa dinâmica contínua de dispersão e encontro, em que o virtual se torna físico e as ideias se tornam matéria.
KOLLETTIV[o]* is an ongoing project of research around analog photography.
Structured in the form of a loose net, the project aims to shape a collective practice that travels between places, working as a circle without a fixed centre. It is a collaboration that unfolds into an ongoing process of production, mutual learning, and thinking.
The project grows from the necessity for physical space to make, experiment, and fail, meeting the desire to connect and resist isolation and detachment. This practice takes shape as an attempt to imagine collaborative modes of production and care as an answer to slowing down the accelerated rhythm of the digital. For the collective, medium and method become a whole, as the analogue practice is not only a technique but a way of working that shapes their pace.
Participation shifts over time, and KOLLETTIV[o]*’s aim is to stay informal without assuming fixed membership or a rigid structure.
Relying on intersections between people and places and spread across countries, the collective stands as an experiment in working at distance, in a continuous dynamic of dispersion and gathering, where the virtual becomes physical and ideas become matter.
A exposição risonanze/resonanzen parte do arquivo pessoal do coletivo. Através da mise en commun de materiais, desenvolvem-se duas linhas, caracterizadas pelos binómios lento e rápido, composto e aleatório, câmara escura e código, que ressoam entre si. Este projeto coletivo nasce diretamente da necessidade de um espaço físico para fazer, experimentar e falhar, encontrando um desejo partilhado de ligação e de resistência ativa ao isolamento e ao distanciamento.
O conceito de Atlas permanece em segundo plano na exposição, onde as imagens são colocadas lado a lado para que possam emergir ligações, tensões e constelações. Nesta disposição, o significado não é fixo nem previamente dado, mas surge no espaço entre as obras. A organização deixa para trás a autoria e convida a uma leitura que se move diretamente à superfície, funcionando como uma tentativa de imaginar modos colaborativos de produção e de cuidado. Em última análise, esta prática responde à necessidade de abrandar o ritmo acelerado do digital, onde o meio analógico não é apenas uma técnica, mas uma forma de trabalhar que molda o seu ritmo, permitindo que o virtual se torne físico e que as ideias se tornem matéria.
The exhibition risonanze/resonanzen starts from the collective's personal archive. Through the mise en commun of materials, two lines unfold, characterized by the binaries of slow and fast, composed and random, darkroom and code, which resonate with one another. This collective project grows directly from the necessity for a physical space to make, experiment, and fail, meeting a shared desire to connect and actively resist isolation and detachment.
The concept of Atlas lingers in the background of the exhibition, where images are placed next to one another so that connections, tensions, and constellations can emerge. Within this setup, meaning is not fixed or already given but arises in the space between the works. The arrangement leaves behind authorship and invites a reading that moves directly on the surface, functioning as an attempt to imagine collaborative modes of production and care. Ultimately, this practice serves as an answer to slowing down the accelerated rhythm of the digital, where the analogue medium is not merely a technique, but a way of working that shapes their pace, allowing the virtual to become physical and ideas to become matter.